MITOS CATÓLICOS DO SÉCULO XXI

REVISIONISMO HISTÓRICO Hoje em dia, tal como também houve em outras épocas, há uma tentativa de revisionismo histórico por parte dos neocatólicos, ou seja, uma tentativa de reescrever a história da igreja católica ocultando dela os seus podres. Uma coisa é dar mais foco à vida e obra daqueles que se deseja imitar, outra é negar a existência de atrocidades cometidas pela igreja como se eles nunca tivessem existido e tudo fosse apenas uma grande fantasia criada pelo "inimigos da igreja" que estariam "inventando coisas para tentar denegri-la" (que é o que tenho visto alguns alegando por ai explícita ou implicitamente em seus discursos). Como se tudo que fosse dito contra a igreja fossem apenas "embustes, fraudes e mentiras". E todos os que a denunciam estariam a denunciando no fundo por ela ser santa e perfeita e nunca ter feito absolutamente nada de errado, absurdo e desumano, e sim por essas pessoas serem servas de satanás tentando enganar as pessoas, né? Ah, tá. Ai eles vem: (como que contradizendo a mensagem que eles mesmos intencionam passar) "Não dizemos isso, não, a igreja não é perfeita pois é feita de humanos (...)" e logo depois (como que contradizendo novamente a mensagem que eles mesmos acabam de dizer, dizem:) "(...) mas ela não fez nada disso que estão acusando (...) ou se fez, foi só um tiquinho de nada, coisinha atoa que nem causou dano algum a quase ninguém" (...) agora vejamos os benefícios que ela trouxe, sem ela não haveria civilização, ela fez as universidades, e ai começa aquela ladainha de ela é dona de todos os méritos, devemos tudo a ela, sem ela seriamos uns bostas e não teríamos ciência nem nada, glória a ela etc etc." Esse jogo de múltiplas contradições (é santa mas é pecadora, é pecadora mas é santa) em vai e vem de contradições é conhecido como duplipensar, entenda como ele funciona na religião no vídeo "Duplipensar na Religião" abaixo




E por favor tenham a dignidade de não virem a mim com a desculpa de que "é santa porque é perdoada" e "é perdoada porque é pecadora" pois vocês sabem que não é nesse sentido que eu me referi, (até porque pela lógica não se pode ser duas coisas opostas ao mesmo tempo) e sim no sentido do parágrafo acima. CONTRIBUIÇÕES DA IGREJA PARA A CIÊNCIA Alguém viu alguém negando a contribuição da igreja para a ciência? Eu particularmente nunca vi. Só que tu só tá olhando a contribuição positiva, e para ser justo é necessário por também a contribuição negativa dela na balança... o quanto ela obstruiu o avanço do saber durante as dezenas de séculos que barrou o livre conhecimento às pessoas em geral pelo index e inquisições com prisões, tortura e morte dos que pensavam diferente, forçando a homogeneização do conhecimento e de um único ponto de vista, impedindo o livre fluxo de ideias. As universidades surgiram no período medieval? Certo, mas não era qualquer um que podia entrar, era uma minoria aristocrática que era formada pela igreja para continuar acreditando no que a igreja dizia. Era a externalização do cabresto intelectual da igreja. Não nos esqueçamos dos séculos de vigência do "Index", do "Santo Ofício", das perseguições aos discordantes, chamados de filhos do diabo, bruxas etc. E mesmo a universidade tendo surgido na idade média por meio da igreja, isso não é prova que sem a igreja isso jamais existira, pelo contrário, sem os séculos de obstrução e atraso na aquisição de conhecimento e direito de debater ideias por parte das pessoas que ela causou. Até mesmo porque a primeira Academia de ensinos superiores mesmo surgiu com Platão, depois houve a Academia de Aristóteles e muitas outras escolas de estudos superiores do tipo se formaram já na antiguidade. Eis aqui neste documentário sobre a Biblioteca de Alexandria, que funcionava como academia também, um grandioso exemplo. O grande papel da igreja ai foi barrar e impedir esse processo, e então monopolizar o ensino privilegiando só os seus internos do clero (processo esse que não aconteceu do dia para a noite, mas sempre que alguém lançava uma obra importante se proibia ela e confiscava todas as obras de seus proprietários fazendo assim com que só o clero tivesse acesso a aquele saber, ai se fazia o legitimo autor renunciar publicamente a aquele conhecimento e afirmar que aquilo era mentira ou erro etc, causando humilhação, medo, sofrimento pelos quais as pessoas normalmente sempre iriam querer evitar passar pelo mesmo), e de pois de milênios então a igreja volta a permitir novamente aos não líderes da igreja acesso aos livros, mas tudo monopolizado e gerenciado pora manter o controle sobre as mentes das pessoas mesmo quando elas tem acesso a pontos de vista diferentes. Ai ela pode entao bancar a mocinha, pagar a de "a inventora das universidades... a grande defensora do saber". É tipo privar uma pessoa de ir para a escola, permitir só quando ela já tem 40 anos ainda numa escola onde você escolhe o que ela vai poder estudar ou não e sobre que viés será ministrado (ainda que os autores estudados tenham visões diferentes, pois os manuais ensinam os pensmentos deles mas já os criticando e direcionando o leitor a rejeitá-los e a defender sempre o que você diz que é verdade) então ainda que estudando as mais diversas vertentes diferentes se trata de um pluralismo "guiado", "direcionado" ou "induzido" e não livre, como é o correto numa universidade e depois de fazer toda essa privação injusta, toda essa manipulação escrota ainda ser louvado por uma suposta "contribuição cultural e bondade" feita para com você, sendo que na verdadeo que aconteceu foi exatamente um malogro, uma enganação/doutrinação, uma lavagem cerebral disfarsada de ensino/educação. Na universidade atual o que importa é só os princípios, os fatos básicos e universais sobre o domínio do campo estudado, e a metodologia correta do campo de estudo ou ciência estudada, e não a direção que o pensamento do aluno toma no mapa das ideias. Ou seja, o que é científico na ciência são os meios de se fazer ciência, já as conclusões a que se chega por através de tais meios pode ser bem diferente da de outros e ainda assim ser totalmente válidos, pois em ciência o que importa enquanto ciência são os métodos (forma correta de se fazer ciẽncia) e não as conclusões a que eles levam no sentido de que a ciência não tem compromisso com essa ou aquela conclusão mas sim com o método de busca das verdades, independentemente de como elas possam vir a ser como resulado da prática cientíica (ou da busca da verdade). Já na igreja católica o oposto é o que predomina, ainda que de modo disfarçado. Em Tomás de Aquino temos um exemplo cristalino do tipo de ensino praticado naquela época, na verdade ele é o ápice do tipo de escola por eles desenvolvido na época (conhecida como "escolástica"), e vejamos um detalhe importantíssimo percebido e trazido à tona pelo filósofo Bertrand Russell: Filosofia X Teologia Um exemplo de como o tomismo não é filosofia mas sim teologia é sua missão era defender a fé cristã, teológica com filosofia... isso se mostra pelo resultado da obra de Tomás de Aquino, como diz o Jesus da lenda "pelos frutos os conhecereis", ou seja, se a obra dele sempre chega invariavelmente à conclusão de que o que a fé diz tá sempre certo... é óbvio que é porque ele não estava na busca da verdade, mas pressupunha que já a possuía... e isso não é filosofia "amor e busca da sabedoria" isso é sofismo "alegar-se sábio", é em suma o ofício do religioso e teólogo... o de defender os dogmas da fé possui custe o que custar. "Há pouco do verdadeiro espirito filosófico em São Tomás de Aquino (...) Não está empenhado numa pesquisa cujo resultado não possa ser conhecido de antemão. Antes de começar a filosofar, ele já conhece a verdade; está declarada na fé cristã. Se aparentemente, consegue encontrar argumentos racionais para algumas partes da fé, tanto melhor; se não, basta-lhe voltar de novo à revelação (Bíblia). A descoberta de argumentos para uma conclusão dada de antemão não é filosofia, mas uma alegação especial. Não posso, portanto, admitir que mereça ser colocado no mesmo nível que os filósofos da Grécia ou dos tempos modernos." (Bertrand Russell, citado em "O Credo". Tradução, prefácio, introdução e notas de Armindo Trevisan. 2 ed. Petrópolis, Editora Vozes, 2006. p. 179) "A MAIORIA DOS GRANDES CIENTISTAS É RELIGIOSA" - Nos séculos anteriores o conhecimento ficava retido com a igreja juntamente com todos os exemplares já distribuídos, e por isso, a imensa maioria das pessoas não tinham qualquer acesso a livros científicos que eram sempre tomados pela igreja das pessoas caso falassem qualquer coisa que mostrasse que os fatos são diferentes do que ela dizia. Então não é de se estranhar que os padres fossem os que mais detinham conhecimento em alguns poucos séculos atrás, eles tinham as bibliotecas com os livros proibidos (científicos e filosóficos) ao público à sua disposição. Depois desse período de impedimento do fluxo do conhecimento, claro, não se faz ciência de um dia para o outro, até os "leigos" terem tempo de absorver aquilo que lhes fora negado por séculos não foi de supetão, demorou alguns séculos até que pudesse ser absorvido... mas feito isso, os cientistas do clero ficaram para trás pois o protecionismo que os mantinha como monopólio do saber foi derrubado. E mais... Quanto ao fato de a maioria das descobertas científicas terem sido feitas por religiosos durante a história, isso se dá, claro, pelo fato da igreja confiscar as os livros das pessoas, forçar seus autores a renegar suas teses, mantendo assim o povo na ignorância e levar todo aquele conhecimento para os dela, eles sim podiam ler aquele material todo e depois publicar em seus nomes próprios como se tivessem sido eles mesmos que tivessem descobrido, desde que isso não contraditasse os dogmas da igreja. Além disso, o fato de a maioria das descobertas científicas terem sido feitas por religiosos durante a história se dá também, obviamente pelo fato de a sobrepujante maioria da população ser de confissão religiosa e não por outra motivo. Mas se formos comprar a quantidade de conheciemnto/ciência produzido pelos ateus em relação à quantidade de ateus existentes X a quantidade de conhecimento/ciência produzido a pelos religiosos em relação à quantidade de religiosos existentes, ai penso que dificilmente algúem contestaria o fato de que a situação se iverte e os ateus ficam em disparada vantagem. Se quer fazer uma comparação justa, calcule proporcionalmente, os ateus correspondem a quantos porcento da população? Bem poucos... no passado eram mais raros ainda. Então vejamos o que os ateus produziram sendo uma parcela mínima da população, e reduza o que os religiosos fizeram dividido pela mesma quantia de pessoas ateias. Ai sim, sendo comparado religiosos e ateus em mesmas proporções de quantidade se poderia fazer algum tipo de medição de quem ofereceu maores contribuições à ciência e ao conhecimento como um todo. Sem isso, tudo que se terá será apenas consequência da maior quantidade numérica (pois todos sabem que quanto mais pessoas tem um determinado grupo de pessoas maior são as chances de haver alguns poucos com grande brilho, logo quanto mais gente mais brilhos) e não que o brilho intelectual dos que tem maior número seja maior do que os que existem em número quase uma centena de vezes menor ou que hajam mais mentes brilhantes mantidas as proporções numéricas dessas classes de pessoas). "IGREJA CATÓLICA É A CONSTRUTORA DA CIVILIZAÇÃO" Depois de tudo isso fica fácil sair poir ai dizendo "a Igreja Católica é a construtora da civilização ocidental" e para tanto citar quantos padres fizeram descobertas, e publicaram livros filosóficos, e fundaram universidades, etc etc etc. Seria como dizer que a cultura, a educação, o direito etc são obras do Estado, que o estado é o grande construtor da civilização (mesmo sabendo que já existia cultura, educação e direito antes do estado), tal como já existia filosofia, ciência, hospitais e as Academias antes da igreja católica. É a mesma coisa que numa competição de artesanato onde haverá 100 competidores para competir durante 1 hora e ver quem faz mais artezanatos e mais bonitos, amarrar as mãos e pés de 99 deles e deixar só um de mãos e pés dessamarrados, depois de decorrida a uma hora, declara-se ele como o vencedor e aclama-se ele como o maior produtor de artezanatos, incomparável, o grande gênio do artesanato, o super talento, o maior artista que o mundo já conheceu e por ai vai. Não é muito difícil, ser "o grande", "o único", "o inigualável", "o que sem ele não haveria arte" dessa forma, não é mesmo? Pois é, com a igreja católica foi da mesma forma. Isso quer realmente dizer que sem aquele artesão não haveria arte, ou nunca ninguém faria algo similar ou até superior ao que ele fez? Claro que não. E da mesma forma para o que foi feito pela igreja católica. O que os liberais e principalmente os libertários conseguiram sacar é que justamente os ambientes com mais liberdade são os mais produtivos (em todas as áreas), por consequência, quanto menos liberdade se tem menos se produz (em todas as áreas). Logo, a igreja católica com toda a sua intervenção na vida das pessoas da época não ampliou sua virtude ou talentos, mas abafou, e tudo que ela fez poderia ser sido feito mais e melhor num ambiente de liberdade e espontaneidade, com uniões e trocas voluntárias livres de coerções. O que realmente construíu a civilização foi o compromisso com a razão herdado dos gregos, coisa que a mitologia da igreja fez com que se tornasse privilégio de poucos, para que estes não usando a razão, não a fizessem perder o poder quase absoluto que detinha sobre eles. HOSPITAIS, UMA INVENÇÃO DE CRISTÃOS? Muitos cristãos se gabam, erroneamente, dos hospitais serem criação do cristianismo. Mesmo que fosse o caso, sabemos que tais instituições são formadas por pessoas que praticam o conhecimento adquirido através da ciência, e não da reza. Mas para ver se colocamos um fim nestes posts, vai aqui um trecho retirado do livro HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DOS HOSPITAIS. “Em duas das mais antigas civilizações encontramos as raízes mais remotas das instituições hospitalares – as do Egito e da Índia.” “NO EGITO o hospital foi representado pelo templo de Saturno já mencionado. Ao tempo da fundação de Alexandria, com sua universidade e biblioteca, seu intercâmbio com a Grécia, existiram os templos de Serapis e IsisSerapieia e Isieria, segundo o modêlo das Asclepieia gregas. Herophilus e Erisitrastus foram os dois grandes antomistas do Egito. Criaram os processos de dissecção e fizeram notáveis verificações como as das relações dos nervos com o cérebro e medula espinhal, a do 4.º ventrículo, do “calamus scriptoris”, da retina, etc. Ao chefe da escola de Sais, cujas origens recuam até 4.000 anos antes de Cristo, cabiam os títulos de "maior dos médicos" e sacerdote supremo da deusa Neith. A escola de Osiris possuía um sanatório dirigido por um clínico que ostentava o título de "grão vidente".” “Em um trabalho do professor LUIZ DE REZENDE PUECH (A hospitalização através dos tempos) encontra-se uma referência aos hospitais anexos aos mosteiros budistas no ano 543 A.C. O mesmo cita 18 hospitais, em Ceilão, mantidos pelo rei Gamari em 61 A.C. No opúsculo de REZENDE PUECH é mencionada a construção de vários hospitais pelo rei Budhadara em 341 A.C., assim como a visita de Khorsóes à Índia, em 500 A.C. Estudando a medicina budista, trouxe Khorsóes plantas medicinais e drogas, fundando uma escola médica e hospitais. Segundo GARRISON, o Ceilão possuiu hospitais nos anos de 437 e 137 antes de Cristo. O mesmo autor relata a existência de uma inscrição, em uma rocha na Índia, assinalando a criação de hospitais pelo rei Asoka, cerca de 226 anos antes de Cristo. Realmente a história nos conta que Asoka, integrado no budismo, como membro da Ordem, mandou gravar inscrições realçando os ensinamentos de SIDDHATTHA GAUTAMA. Trinta e cinco dessas inscrições persistem até hoje (H. G. WELLS).” “Asoka, impressionado pelos horrores e crueldades da guerra, verificados em uma por ele desencadeada (Kalinga – 255 A.C.), e da qual foi vencedor, deliberou orientar suas novas conquistas nos domínios do bem e da religião. Influenciado pelo budismo, devotou-se ao empreendimento de obras que o conduzissem a Nirvana. Ocupou-se de atos de caridade, fundou hospitais, cavou poços, criou jardins públicos, plantou árvores de sombra, estabeleceu hortos para cultivo de plantas medicinais, educou as mulheres, intentou a educação de todo o seu povo, dentro de um ponto de vista comum em relação aos fins e meios da vida, etc.” REFUTANDO O TEXTO: 5 MITOS SOBRE A INQUISIÇÃO "Mito 1: A Inquisição medieval foi um supressivo, abrangente, e todo-poderoso órgão centralizado de repressão mantido pela Igreja Católica. Realidade:Exceto na ficção, a Inquisição como um único todo-poderoso, terrível tribunal “cujos agentes trabalharam em todos os lugares para frustrar a verdade religiosa, a liberdade intelectual e liberdade política, até que foi derrubada em algum momento do iluminado século 19” simplesmente" - É óbvio que ela não era onipresente, mas o simples fato de saber que se viesse a ter o azar de ser pego pela igreja afirmando algo diferente do que ela pregava sobre algum assunto, obviamente fez as pessoas se calarem por medo. Uma ótima ilustração de como funciona esse mecanismo totalitário é o filme Oblívium. https://www.youtube.com/watch?v=JcziMVvyAfM _____________________ "Mito 2: A Inquisição nasceu da intolerância, crueldade e intolerância do mundo medieval, dominado pela Igreja Católica. Realidade: A Inquisição encontrou o seu início em um ambiente calmo, medido e tentava criar um instrumento jurídico de conformidade que eliminaria o capricho, raiva e intolerância dos revolucionários. Além disso, os inquisidores medievais estavam combatendo um perigo social e não apenas teológico." - O perigo social era perder o poder político sobre as pessoas, o perigo teológico era perder o poder religioso sobre as pessoas (duas formas de controle - uma do corpo e outra da mente). _____________________ "Mito 3: Os procedimentos hediondos da Inquisição foram injustos, cruis, desumanos e bárbaros. Realidade: Os procedimentos inquisitoriais foram surpreendentemente justos e até mesmo brandos. Em contraste com outros tribunais seculares em toda a Europa no momento, eles aparecem como quase iluminados. O processo começava com uma convocação dos fiéis à igreja onde o inquisidor pregava um sermão solene, o Edit de foi. Todos os hereges eram instados a se apresentar e confessar os seus erros. Este período foi conhecido como o "tempo de graça", que geralmente durava entre 15-30 dias, durante os quais todos os transgressores não tinham nada a temer, já que a eles era prometida a readmissão à comunhão dos fiéis com uma penitência adequada após a confissão de culpa." - Cara, ninguém tem o dever de ter que concordar com os dogmas da igreja, se a igreja não gosta que alguém discorde dela foda-se pra ela, ela não tem o direito de se arvorar a condenar alguém a sofrer punições contra sua vontade, no máximo ela teria o direito de excluir essa pessoa para que ela não pudesse mais frequentar a igreja, mas isso só caso a pessoa frequentasse a igreja... se a pessoa não frequentava então ela não tinha direito de fazer é nada contra a tal pessoa, poderia no máximo dizer que tal pessoa está errada segundo seu ponto de vista, mas sem prendê-la, torturá-la ou matá-la. _________________ Mito 4: Mito: A Inquisição espanhola excedeu todas as barbáries, aterrorizando toda a sociedade com suas práticas tirânicas e cruéis. Realidade: Antipatias protestantes alimentaram esta campanha de propaganda contra a Igreja Católica", mas tudo era falso, nada baseado em verdades. - A claro, a culpa é dos protestantes, a igreja católica está sempre certa, faça ela o que fizer (já havia me esquecido)... e que alguém ouse contradizê-la pra ver! Se fosse no passado essa última sentença valeria... hoje não mais graças às conquistas da razão contra a tirania e obscurantismo da religião. ________________ "Mito 5: O homem é mais livre e feliz quando o estado ou nação não faz profissão pública de qualquer religião verdadeira. Portanto, o verdadeiro progresso reside na separação entre Igreja e Estado. Realidade: Este é o cerne da questão. O elemento mais dinâmico, a questão mais essencial é encontrado na atitude do espírito humano em relação às questões de religião e filosofia. Para entender completamente a resposta, é necessário assumir vários pressupostos. O conceito católico da história é baseado no fato de que os Dez Mandamentos são normas fundamentais do comportamento humano que correspondem à lei natural. Para auxiliar o homem na sua fraqueza, para guiar e dirigi-lo e preservá-lo de sua própria tendência para o mal e erro resultante do pecado original, Jesus Cristo deu à Igreja um magistério infalível para ensinar e orientar as nações. A adesão do homem ao Magistério da Igreja é o fruto da fé. Sem fé, o homem não pode conhecer e inteiramente praticar os Mandamentos." - O que se nota ai é que continuam ardentes pelo desejo de controle total mais uma vez como já foi outrora, com a desculpa de que a igreja tem o depósito da verdade divina para orientar os homens... mas isso ai que acredite quem puder, jamais seria legítimo forçar pessoas a seguirem e endossarem isso ai como a igreja fez quando era também o estado e que ainda demonstra através de muitos de seus exemplares espalhados pelo mundo como este deste texto que estamos a criticar aqui, que a igreja católica tem ainda intacta uma vontade imensa de ter o controle total novamente em suas mãos para como outrora poder fazer o que bem entender com quem quiser (ou quem ousar lhe contrariar).

Veja também:

A Igreja Católica construiu a cultura ocidental?
O Surgimento das Universidades

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