Minha Posição Sobre Deus e Religião



No meu modo de ver os diabos e os deuses são, até que aqueles que afirmam que eles são reais provem isso, apenas entes mitológicos fruto da imaginação provinda de seres primitivos que ao verem as forças da natureza e desconhecerem seu funcionamento atribuíam tais fenômenos a entidades sobrenaturais que eles criavam em suas mentes. Mentes estas que frente a tais fenômenos ficavam aflitas pela sensação de ignorância, impotência, levando-os a sentirem-se insignificantes, além de assombrados pelo medo


... e criavam os mitos pela necessidade de ter alguma explicação para os fenômenos intrigantes que naquela época não tinham sido explicados pela ciência e pela necessidade de fornecer respostas às perguntas da vida e até mesmo criar uma narrativa que desse algum sentido à vida... qualquer um, era melhor naquele momento, por pior que fosse, do que ficar sem nenhum.

A curiosidade humana somada à imaginação, que é sempre um instrumento do qual nos valemos quando não há explicação para um fenômeno, por causa da ignorância e medo dos primitivos em relação aos poderosos eventos da natureza acabou criando imaginativamente os deuses - seres poderosíssimos que causavam aqueles eventos que eram a única "explicação" possível no momento para as mentalidades da época. Depois é claro o homem evoluiu, mas nem todos conseguiram se livrar da bengala que era válida no princípio, alguns destes ao invés de usar a razão para perceber que o imaginado não existia, começaram a usar a razão para reforçar o imaginado de eras primitivas, um claro exemplo disso é a onomatopéia grega θεός (Téos) que provém do som que fazem a maioria dos trovões e que significava "Deus".

Depois de muito tempo, alguns mais espertos viram que esses mitos e estórias eram coisas sem fundamento, embora devido ser crenças muito arraigadas na maioria poderiam ser muito úteis, eles faziam as pessoas se conformarem a qualquer situação além de disporem de seus corpos e do trabalho de seus corpos ao que se lhes dissesse que era deus que queria.

Se ateu for no sentido original de ateísta ... sou ateísta (no sentido de crítico dos teísmos, questionador, negador dos teísmos, até que eles provem que estejam certos, e sou agnóstico quanto a divindades pois eu mesmo não tenho prova de que Deus exista ou não exista. Mas criar uma religião sem essas provas já é prova de má fé, por isso combato esse tipo embuste. Na verdade não só por isso, mas sim também devido a grandes evidências sobre as origens das religiões que nos mostram que elas sempre surgem por imaginação criativa que visa dar uma resposta ainda que fictícia ou hipótética devido a ignorância e medo e com o tempo acaba sendo assumida como se fosse verdade por falta de explicações melhores e em outros casos pela vontade deliberada de alguns mais espertos de criar sociedades facilmente manipúláveis ou manipular alguma já existente como bem nos mostra Platão com a sua "nobre mentira" e disso também nos fala Claude Lévi-Strauss e Joseph Campbel.

Outrora tivemos visões e experiências de fé bastante intensas como cristão, hoje isso mudou, não me arrependo de seguir minha consciência dentro do que acredito e desacredito e você faz bem se assim também o faz. E mesmo naqueles tempos eu já via muita coisa torta nas igrejas que não dava pra engolir mesmo do ponto de vista cristão e bíblico. E continuei crendo na igreja espiritual até quando pude, mesmo apesar de conhecer dezenas de igrejas e ver que em todas elas sempre haviam coisas muito erradas.

Mas depois ao estudar três coisas que se complementam 1) Lógica 2) História da origem das religiões 3) História antiga; então o que vi me convenceu de que as religiões foram feitas para poder dominar as pessoas dominando a mente delas para que as pessoas se sujeitassem a uma escravidão voluntária sem a necessidade do uso de força física, visto que há uma rendição mental com submissão, onde o que o líder fala as pessoas fazem praticamente sem questionar. Ou seja, vi que a religião é um instrumento político com o uso de rebuscadas técnicas psicológicas de persuasão, hipnose, gerando frenesi, êxtase, sentimento de pertencimento e união (egrégora) que libera endorfina e ocitocina na corrente sanguínea, trazendo conforto e alívio psíquico e auto-estima elevada quando a pessoa está afinada com o ideal do grupo... e desconforto, culpa e baixa auto-estima quando ela está em desacordo com desconformidade com o ideal do grupo
(
que é uma espécie de rebanho mesmo - onde todos se colocam como meras ovelhas a serem guiadas por um que supostamente não é ovelha e todos confiam nisso - que ele seja o pastor... embora na minha visão ele seja o lobo que não mata as ovelhas mas suga constantemente seu sangue de canudinho mantendo-as vivas para que o sangue nunca acabe
).

Ai sim deixei de crer não só na igreja espiritual, porque nas materiais eu já não cria mesmo, e também deixei de acreditar não só no cristianismo e em todas as outras religiões... mas ainda acreditava na existência de Deus, e na possibilidade de me comunicar com ele etc

Porém estudando mais um pouco analisando as perfeições de um ser onipotente, onisciente, onipresente, onibenevolente, infinitamente justo e bondoso etc isso não se harmonizava muito bem com o mal, que vemos amplamente espalhado, no mundo... se o livre-arbítrio fosse a resposta (ou a desculpa usada) para (tentar justificar a existência d)o mal no mundo, "porque deus queria nos provar etc"... Temos contra isso o fato de que, nesse caso, de nada adiantaria a oração para pedir coisas a Deus, visto que isso sempre seria o mesmo que pedir para Deus interferir no mundo (dogma da providência divina). Porém se Deus permite o mal para não interferir no livre-arbítrio dos outros então a providência divina, ou interferência de Deus no mundo, não pode existir - logo orar para pedir qualquer coisa seria algo absolutamente em vão, se o livre-arbítrio existe
(
se ele não existe nada poderíamos nós fazer para nos salvar ou não pois tudo já estaria pré-definido desde a eternidade não podendo nós nada fazer para alterar o curso dos fatos
).

Sendo assim, me pareceu que a predestinação não parecia fazer sentido, uma vez que se Deus já sabia tudo desde o princípio que iria acontecer no decorrer da história então ele não precisava ter realizado isso concretamente, não precisando portanto “testar, ou provar” as pessoas como fez com Abraão, com Jó gerando e tantas outras pessoas no mundo gerando tanto sofrimento desnecessário uma vez que ele já saberia do final da história quem seria fiel ou não, quem mereceria
(
mereceria que eu digo já levando em contra a teoria da Graça divina e tal, não to falando de merecer por si mesmo
)

ou não ir para o céu

(
pois segundo a própria bíblia, não são todos os que vão, logo é correto deduzir que alguns por algum motivo não mereceram, seja rejeitar a suposta Graça, ou o que for
).

Então se eliminada foi a predestinação, o que restou foi a teoria do livre-arbítrio, onde Deus não poderia portanto interferir na vida das pessoas nem no mundo pois sempre estaria a violar o livre-arbítrio de alguém. Exemplo: Se Joãozinho quer que sua mãe seja salva e ora para que ela se converta… mas ele não quer se converter… se Deus atender os pedidos de Joãozinho ele violou o livre-arbítrio da mãe dele. O mesmo seria se Joãozinho quisesse namorar com uma menina que um outro também quer e orasse e Deus atendesse ele, estaria contrariando o desejo (livre-arbítrio) do outro, visto que pela vontade dele aquilo não deveria acontecer. E assim por diante. Toda intervenção divina no mundo e na história seria uma alteração artificial do curso que nós mesmos damos ao mundo e à história sendo portanto contrário ao que nós queremos via nossas ações – pois o mundo é como é porque nós agimos como nós agimos, e nós agimos como nós agimos pois aquilo que fazemos é o que nos parece ser o melhor para nós em cada momento, se não o melhor segundo aquilo que queremos par nós no longo prazo, mas o melhor para aliviar nossos problemas momentâneos, mas sempre fazemos aquilo que parece nos beneficiar de alguma forma
(
seja para curto, médio ou longo prazo – as de curto prazo geralmente são aquelas que são inexoráveis ou que embora não sejam de fato necessárias encontramos nelas algum alívio momentâneo ao sofrimento para que possamos ter forças para continuar nossa caminhada terrena sem desistir. As coisas que fazemos pensando no médio prazo são as intermediárias, e as que fazemos pensando no longo prazo são que realmente nos servem de “propósito de vida”
).

De forma que se Deus intervir até na menor delas ele estaria sim violando nosso livre-arbítrio. E se Deus não se contradiz, não erra, então ele não faria isso. Logo Deus não interviria no mundo.

Descartada então estando a teoria da intervenção de Deus no mundo o e o dogma da providência, nos enquadramos então inescapavelmente na teoria conhecida como “Deísmo”. Que é justamente aquela que sustenta que Deus criou o mundo e o abandonou (no sentido de não intervir em seu livre curso).

Ok, Deus criou tudo, mas não intervém em nada (aqui também então descartada já fica a intervenção de Jesus na história para salvar a todos) e sobraria apenas um Deus misterioso que não teria então se revelado nos moldes de livros sagrados etc uma vez que ele por ser perfeito e absolutamente coerente não poderia intervir no mundo.

Mas ainda assim acreditávamos nós que, ele por ser Deus seria uma espécie de junção de todas as perfeições existentes ( a absoluta perfeição, perfeição infinta, perfeição das perfeições etc ).

Sendo assim ele continuaria sendo um ser benevolentíssimo, aliás, com toda a benevolência, benevolência infinita, justiça infinita
(
apesar de que estas duas coisas de certo modo parecem contraditórias, pois a justiça anula a benevolência e a benevolência anula a justiça – levando em conta que excluída já estaria a intervenção salvadora de Jesus, que segundo a qual deus seria justo em punir aqueles que recusam sua graça/salvação e seria benevolente por oferecê-la. Se excluída está essa hipótese da intervenção divina na história com tal oferta de salvação/graça, então o que temos é uma contradição – o que já não começa bem
).

Mas tudo bem, sigamos adiante, vai ver lá na frente talvez encontremos uma explicação razoável que desfaça essa contradição (que confesso que nunca achei).

Então nos deparamos com a questão do mal no mundo, ok Deus não teria criado o mal, teria criado o ser humano e o ser humano teria criado o mal ao desobedecê-lo… ops… desobedecer o que se ele não teria interferido para revelar nada? Não… então não é por ai. Não daria para culpar o homem por desobediência a algo que ele não teria determinado – pois, pelo que já vimos anteriormente, ele não teria interferido.

Então resta que a culpa não era do homem. Ora, mas se Deus é justo como poderia ter ele mesmo criado o mal? Ah sim, claro, “para dar livre-arbítrio ao homem, pois sem ele o homem seria um mero robozinho pré-programado a fazer o bem – e Deus não queria isso, queria seres que o servissem por livre e espontânea vontade” dirão os crentes. Ok, que assim seja.

Porém, se Deus ama tanto o ser humano com seu amor infinito e sua benevolência infinita, como poderia haver alguma coisa que poderia nos separar de tão grande amor? Ah sim, dirão, a única coisa que pode nos separar desse amor é a nossa rejeição a ele pois ele, por sua perfeição não poderia violar uma regra que Ele mesmo, em sua infinita sabedoria e amor e justiça estabeleceu, a de Sua não intervenção no mundo.

Como então explicar o fato de pessoas que em extrema agonia imploram pelo socorro de Deus e são ignoradas? Ah, ok, como vimos acima Deus não interviria no mundo. Beleza.

Porém se Deus é onipotente (pode todas as coisas) ele deveria ter um jeito de ajudar aquelas pessoas e intervir no mundo mesmo sem violar o livre-arbítrio – no entanto ele não o faz
(
a imensa maioria dos casos confirma isso, os poucos [em relação ao montante total de casos] que parecem ser atendidos foram na verdade tragédias pela metade apenas, tragédias pela metade interrompidas pelo próprio curso natural das coisas no mundo. Até porque seria muito estranho se todo princípio de coisa ruim fosse inexoravelmente até o fim. Por exemplo, aquele copo que um dia quase caiu no chão e você conseguiu evitar [acho que todos que já tem mais de 10 anos já conseguiram salvar um copo de uma queda] teria então que ter caído no chão e quebrado, e assim todo começo de coisa errada teria que ter ido ao final sempre. Não é preciso ser muito inteligente para ver que nem sempre essas coisas vão até o final no sentido da consecução do acidente se concretizar por completo. E certamente não é por intervenção divina, até porque haveriam coisas muito mais importantes merecendo mais atenção que estas pequenas coisas como um copo cair. E mesmo nas coisas que realmente são importantes, como vidas humanas quando acontece de o evento trágico o fato da tragédia não seguir até o final com o máximo de destruição possível que poderia acontecer, isso não é intervenção divina de qualquer forma
[
digo isso porque muitas vezes pessoas excelentes morrem em tragédias horríveis e por outro lado péssimas pessoas escapam da morte em eventos trágicos – outras vezes isso se inverte, não havendo portanto um padrão que pudesse servir para demonstrar a presença de alguma interferência. Tipo, como se pudéssemos dizer “veja, Deus levou os ruins para livrar os bons da presença daqueles” ou “veja, Deus levou os bons consigo para evitar que sofram nesse mundo e assim estarão com Ele” pois ambas as coias são contraditórias… Se fossem assim, de que Ele levaria os maus para beneficiar os bons na terra e leva os bons para livrá-los dos maus e para estar perto deles, seria só Ele matar todos de uma vez que assim estaria livrando os bons da presença dos maus e estando logo com aqueles que Ele quer estar. Sei que a desculpa dada pelos crentes sobre esse ponto será a de que Ele não mata logo todos, bons e maus, para dar uma chance aos que são maus para que se convertam e se tornem bons aos seus olhos. Porém se ele é onisciente poderia matar todos e salvar também aqueles que ele, por meio de sua onisciência sabe que se converteriam no futuro. Sendo assim, a desculpa para ele não fazer isso vai pras cucuias. E, portanto, demonstrado fica que Deus realmente não interfere no mundo, nem para salvar aqueles pobres crentes nele que imploram por seu socorro estando em terrível sofrimento e agonia
]
).

Então resta o seguinte cenário, Deus existe, o mal existe, Deus não interfere, e assim ignora o pedido de socorro feito a ele por quem ele ama infinitamente
(
o que convenhamos, é absurdo também – assim como o primeiro que já vimos mais acima relacionado à “sua benevolência x sua justiça”, fica evidente que ele por sia infinita justiça não pode fazer o que por sua infinita benevolência deveria fazer, ou, fica claro que ele por sua infinita benevolência deveria fazer e que entretanto por sua infinita justiça ele não deveria fazer por contrariar uma regra infinitamente sábia e justa que ele mesmo estabeleceu
).

O que de certa forma é um potente argumento contra sua benevolência, seu amor e sua misericórdia ou contra sua sabedoria
(
visto que no final das contas como vimos ele optaria pela justiça transgredindo sua infinita benevolência o que resulta em ele não saberia ajudar sem violar sua própria regra [jogando por terra então sua infinita sabedoria] que ele estabeleceu supostamente para o bem da sua própria criação
).
Mas se Deus não tivesse misericórdia, amor, benignidade ou sabedoria ele não poderia ser Deus.

Então vamos considerar que sua benignidade é freada agora para ser compensada infinitamente mais adiante… no mundo espiritual depois que as pessoas morrerem
(
assim salvaríamos sua infinita benignidade, seu infinito amor e e sua infinita sabedoria e sua infinita perfeição
).

O problema é que isso exigiria fé e renúncia por nossa parte da única vida que temos certeza possuir para tentar ganhar uma que não podemos ter certeza alguma que existe. É tipo, trocar um passarinho que tu tens nas mãos por um outro que tu nem tem qualquer razão suficiente para crer que exista. Exigir portanto essa renúncia do que temos aqui e agora para ganharmos algo lá não sei a onde me parece algo bastante cruel, pouco factível, soa mais como um engodo do que qualquer outra coisa. Ademais ele não teria deixado nada para nós guiarmos, exceto a razão com a qual ele nos dotou. E nesse sentido, sendo a razão o único guia para o ser humano se guiar no mundo, a maioria dos ateus estaria mais bem na fita do que os religiosos que negam o valor da razão ou diminuem seu valor frente a seus livros religiosos ou seus líderes religiosos.

Lembrando que é justamente por não haver provas (de alguma forma racionais) da existência de Deus é que os ateus não acreditam que ele exista. Ou seja, por colocarmos a razão acima da emoção e dos achismos.

Mas eu respeito o direito de cada pessoa acreditar no que quiser e fazer o que quiser também contanto que não fira os direitos dos outros que podemos conhecer pela razão, a isso chamamos tolerância.


Para sermos tolerantes, devemos tolerar o intolerável?

Só não respeito as fé ou opiniões das pessoas… pois qualquer tipo de crença, fé, opiniões, ideias, não são coisas para serem aceitas sem contestação, caso contrário seria uma imposição se tivemos que aceitar sem poder questioanr, é forçar alguém a aceitar algo como verdadeiro mesmo que ela não acredite que aquilo é verdadeiro – e isso não seria dialogar seria apenas imposição. Portanto, a tolerância para com pontos de vista diferentes dos nossos nos impõe que não podemos nem devemos ser tolerantes para com a intolerância alheia, sob pena de estamos colaborando com a intolerância, a pretexto de sermos tolerantes. É por isso que se respeita é o direito à opção da pessoa ser dessa ou daquela religião e dela fazer o que a religião manda
(
exceto quando isso incluir atos de intolerância ou discurso de intolerância contra pessoas naturalmente tolerantes
)
e não se respeita as ideias, ou as crenças, pois respeitar estas seria não poder questioná-las. E não poder questioná-los seria ter que ser intolerante quando alguma dessas ideias ou crenças for intolerante contra pessoas ou culturas naturalmente tolerantes. E, é exatamente por esse mesmo princípio, ou por seguir a lógica sem cair em contradição sobre esse ponto é que se chega à conclusão inevitável de que legítimo ser intolerante com quem é intolerante não tolerando sua intolerância. Pois a nossa intolerância nesse caso seria meramente uma reação, ou seja, uma intolerância relativa que só existe para com quem é (ou quais grupos são) intolerante(s) justamente para barrar tal intolerância. Ou seja, a intolerância relativa é aquela que só existe em função de barrar intolerância dos verdadeiros intolerantes que tem uma intolerância absoluta a tudo que difere deles e não uma intolerância direcionada apenas a quem é intolerante - que é como compete a nós enquanto pessoas que escolhemos viver acima de tudo segundo a ética da razão (jusracionalistas) devemos fazer.

Veja agora um pouco sobre história das religião nos vídeos abaixo (após o primeiro outros vem na sequência automaticamente):



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