ENTENDENDO O ESTADO

A ineficiência, a natureza e a ilegitimidade do estado. Tudo que você sempre precisou saber sobre o estado mas que niguém nunca te contou.




  • 1 - A EFICIENTE INEFICIÊNCIA DO ESTADO
  • 2 - A NATUREZA DO ESTADO
  • 3 - A ILEGITIMIDADE DO ESTADO
  • 4 - ESTADO X RELIGIÃO
  • 5 - A ORIGENS DOS MITOS PÓS-RELIGIÕES ORIGINÁRIAS E SUAS FINALIDADES
  • 6 - UM POUCO MAIS SOBRE A RELAÇÃO ENTRE RELIGIÃO E POLÍTICA (OU SOBRE RELIGIÃO E ESTADO)
  • 7 - ANALISANDO UM POUCO MAIS DE PERTO PORQUE O IMPÉRIO ROMANO CRIOU O CRISTIANISMO
  • 8 - PLAYLIST DE VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO
  • 9 - LINKS


  • A EFICIENTE INEFICIÊNCIA DO ESTADO

    De um ponto de vista consequencialista, supondo que a existência do estado fosse legítima, ele seria então no mínimo ineficiente para cumprir as funções que as pessoas esperam dele.

    Mas porque o estado é ineficiente? Será que ele é ineficiente mesmo, ou será que ele apenas tem uma finalidade diferente da que costumeiramente se imagina e portanto ele age em conformidade com essa outra natureza, de forma muito eficiente por sinal, mas que para quem imagina que ele tem a finalidade que costumeiramente se imagina que ele tenha ele acaba então parecendo ineficiente?

    A resposta está diretamente ligada ao que vem a seguir...

    Voltar ao topo

    A NATUREZA DO ESTADO

    Embora no discurso se sustente o contrário, a verdade é que o estado existe não para servir mas sim para ser servido - e isso acontece graças à extorção que o estado pratica sob a desculpa de tomar teu dinheiro de ti (te roubar) para fazer o "bem comum".

    O estado é evolução da máfia que extorque (te obriga pela força a dar dinheiro a ela via "imposto"), sequestra (prisão), rouba (toma o que é teu sem teu consentimento), mata (quem tentar defender seus direitos naturais olvidando a tirania da máfia estatal), tudo para se manter no poder. E essa máfia continuar existindo e fazendo as coisas que faz é o que ela enquanto instituição chama de "ordem". E todas as migalhas que ela oferece pela encenação dos "serviços públicos" nada mais são que um disfarse usado para tentar manter camuflar com verniz ideológico a sua verdadeira natureza.

    Por meio desses pseudo-serviços juntamente com muita propaganda enganosa essa máfia acaba conseguindo confundir as pessoas e assim impedir que elas percebam sua verdadeira face.

    É também por isso que nenhum dos supostos "serviços estatais" que ela oferece prestam, porque não são serviços de verdade, são "serviços pra inglês ver", são encenação de serviços que na verdade não servem a ningúem além dele mesmo, pois serve para ele como disfarse (marketing) de que ele tem utilidade, de que ele "serve as pessoas" e faz algo para o bem de todos, turvando as vistas das pessoas e fazendo-as pensar que ele é algo bom, e que só não está sendo eficiente "tadinho, por falta de recursos causados pelos desvios de dinheiro público feito por políticos corruptos", isso é o que eles querem que você pense, pois enquanto você acreditar nisso a mamata deles continua, e veja aqui porque a suposta corrupção não é a causa disso. Na verdade o estado está sendo eficientíssimo em seu verdadeiro propósito que é o de se servir com os recursos das pessoas tomado-os delas de forma imposta, via "imposto'' que é = a roubo) usa a corrupção como bode expiatório, ou seja, um meio de jogar a culpa em agentes individuais para que com a culpa sendo colocada toda sobe os ombros deles, nenhuma culpa pareça sobrar sobre o próprio estado que se passa assim por "mocinho", como se ele é que tivesse sido roubado, como se ele fosse super bem intencionado mas alguns indivíduos maus é que impedissem ele de fazer o bem para todos - o que obviamente (por tudo o que já mostramos aqui) não é verdade.

    Obviamente, ele só não é eficiente em fazer aquilo que ele apenas encena fazer, servir, que, é o que só corresponde ao que ele encena ser, e se ele toma dinheiro à força das pessoas ou sob ameça, alegando que é para serví-las e não as serve, mas apenas finge serví-las, então fica claro que a verdadeira natureza dele é apenas roubar, ameçar, coagir, sequestrar... em suma, violar propriedades, seja a da auto-propriedade, seja a da própriedade de bens, mas sempre fazendo isso alegando sempre, sempre, sempre boas intenções para que os otários acreditem. Como Maquiavel disse que o príncipe (governante) deve sempre fazer para alcançar seus intentos, "ser mau, mas fingir ser bom".

    Voltar ao topo

    A ILEGIGIMITADADE DO ESTADO

    A ilegitimidade do estado decorre de sua natureza violadora de direitos naturais. O estado é em sua natureza a institucionalização da violação sistemática dos direitos naturais dos indivíduos e/ou de uma população.

    Viola o princípio ético natural de que não se deve agredir um não agressor (basta você fazer algo que vá contra um capricho estipulado dessa máfia que ela se volta contra você).

    Viola a o direito de liberdade econômica dos indivíduos submetendo-os aos seus caprichos, limitando-os e obstruindo sua capacidade de empreender e negociar das pessoas.

    Impede que elas se defendam por meio de proibição de porte de armas e depois de torná-las inseguras coloca seu "serviço" de segurança como solução (para parecer útil) - mas mais importante do que ele diz é notar o que ele faz... e para isso, basta lembrar que essa mesma segurança trabalha para ele (o estado) e é sobretudo para a segurança dele contra você, ainda que no discurso dele ele e seus representantes/integrantes beneficiados digam o contrário (note-se como a polícia trata quem não é bandido mas protesta contra o governo... com spray de pimenta, jatos de água fria, cacetadas, prisões, tiros de balas de borracha - quando não de balas de verdade, etc).

    A matrix é você viver numa prisão sem grades, uma prisão para sua mente e uma escravidão para o seu corpo, onde você acha que é livre, acha que o estado existe para lhe servir, quando na verdade, você está preso ao estado, você é marcado como gado por ele logo ao nascer com certidão de nascimento cpf e depois identidade, carrega ele nas costas, e é servo dele e seus representantes/integrantes beneficiados.

    A cada gasto extravagante de dinheiro dito "público" que eles fazem (dinheiro este que na verdade não é público, mas sim o seu dinheiro bem como o dinheiro de seus familiares, amigos, vizinhos e assim por diante, tendo portanto esse dinheiro donos e sendo propriedade privada) roubado de cada um de vocês (logo não existe "dinheiro público" e o que se chama de dinheiro público na verdade é sempre dinheiro roubado de particulares pela máfia estatal). Cada um tostão que o governo anuncia na televisão que ele vos dá, como se ele estivesse fazendo uma bondade, em troca ele te toma 90% de toda a tua renda via todo tipo de impostos imagináveis somado ainda à inflação que ele mesmo cria desvalorizando o dinheiro que você já tem. Logo o que ele toma de você é, com certeza, muito mais que as migalhas que supostamente ele estaria te dando. É como roubar a carteira de alguém com centenas de reais e em troca pagar um saquinho de pipoca para a pessoa que foi roubada. Ai chama-se isso de (prestar um) "serviço" (público).

    É exatamente isso que eles fazem através do estado e dividem o dinheiro restante entre si a cada um segundo sua função nas engrenagens da máfia estatal. Quanto mais a função estiver próxima do miolo do poder da máfia, mais ganha. E é por essas benesses que tantos querem fazer concurso público para adentrar nisso e disso se beneficiar - pouco se lixando se isso está ferrando todos os outros (num egoísmo sem ética e doentio antagônico ao egoísmo com ética e saudável como o proposto pela filósofa Ayn Rand).

    Voltar ao topo

    ESTADO X RELIGIÃO

    O estado e a religião na antiguidade não eram coisas distintas como são hoje, mas sim, um poder único, estatal e religioso. O faraó era ao mesmo tempo o governante político e a divindade venerada (concentrando o todo o poder político e religioso num homem só). Os imperadores romanos de forma similar eram o líder religioso e político. E essas duas máfias (estatal e religiosa) sendo uma coisa única a princípio, embora ajam por meios diferentes, tinham algo em comum instrínsecamente, a mesma finalidade (obter poder e controle total sobre os indivíduos). Essas duas máfias (a religiosa e política) sempre usurparam e parasitaram as massas, e uma sempre deu apoio legitimatório à outra (salvo as exceções que serão tratadas um pouco adiante). O mais provável é que com o tempo o líder tribal (político e religioso) necessitou de ajudantes para suas funções políticas e religiosas e ai foi o princípio do fim da unidade desses dois poderes. Se em um dado momento estas duas máfias se tornaram distinguíveis uma da outra e com poderes e atuações separadas, outra causa não teve além de uma disputa pelo poder. Mas nenhuma delas quer o fim da outra (exceto quando um estado quer impor suas "verdades" como dogmas de fé inquestionáveis ou quando uma religião tem o objetivo de impor a observância de seus preceitos em todos à força) resultado em totalitarismos em ambos os casos.

    Mas em casos normais, onde o aspecto do totalitarismo (simbolicamente grades de ferro) não esta presente, em seu lugar vigora a falsa liberdade (simbolicamente, coleira invisível e olhos vendados). A simbiose entre essas duas máfias é algo que persiste, não raro se vê religiosos na política e políticos na religião/teologia (na verdade a maioria dos políticos fazem parte de alguma das bancadas religiosas e a maioria dos religiosos defende ou apoia algum grupo político).

    Na Índia por exemplo, até nos dias de hoje a religião ainda determina as posições das pessoas dentro do grupo através de castas cujo fundamento é de ordem religiosa. Na Babilônia onde se acreditava em astrologia os governantes eram também observadores dos astros e procuravam através deles prever o futuro para melhor poder dominar. Um exemplo disso é a criação da máquina de anticítera (a mais sofisticada máquina da antiguidade já descoberta, de uma grandiosa complexidade) que tinha por finalidade descobrir as posições dos astros em qualquer data futura para que assim se pudesse ao mesmo tempo prever o futuro que supostamente os astros quando nesta ou naquela posição indicariam para conhecendo o futuro melhor poder dominar sobre o povo. Curiosamente esta máquina foi encontrada na Grecia e não na Babilônia, os gregos herdaram a astrologia dos babilônicos pouco antes do ano 100 AEC.

    Mais uma vez ai se vê a religião e a política unidas (pois caso não saibas, astrologia é religião... até menos do que isso, talvez seja mais apropriado dizer que ela é atualmente um braço da antiga religião conhecida como "gnosticismo", que influenciou os orfistas, Pitágoras e Platão no que tange ao dualismo e ao maniqueísmo - como Nietzsche bem nos mostra depois em sua "Genealogia da Moral" e em sua obra "Para Além do Bem e do Mal" essas categorias "bem e mal" dentro do sistema de servidão funcionam como ideologias criadas via imposições políticas onde o que é "bom" corresponde a tudo que o governante aprova/quer e o "ruim" a tudo que ele desaprova/não_quer.

    Nesse sentido o governante se colocava no dizer de Protágoras como "a medida de todas as coisas", como o "metron" que via as coisas "do ponto de vista do olho de deus", o que ele estabelecesse como sendo bom teria de ser encarado como bom e o que ele estabelecesse como ruim teria de ser encarado como ruim.

    Já os gregos também nada bobos, quase um milênio antes da Era Comum, inventaram que existiam deuses que tiveram filhos com os homens e destes teriam surgido os semideus que teriam gerado uma raça dos melhores "aristói" (termo do qual se origina o termo 'aristocracia', que significa "o governo dos melhores"), bom, acho que já mataram a charada... contrataram poetas que criaram e depois recitavam os poemas que narravam as origens de tudo (teogonias) onde se misturava fatos históricos com ficção tornando os poemas cheios de batalhas épicas, heróis etc estórias emocionantes, ainda que esses heróis fossem inventados e portanto sua suposta descendência dos deuses fosse uma mentira, pois na época ninguém (além dos poetas e quem teria pago para eles criarem os mitos) sabia que se tratavam de estórias inventadas.

    Ao som do recitar dos mitos dos poemas dançavam as musas compondo assim a cena completa do ritual religioso do antigo grego. E esses mitos e poemas criavam então linhagens genealógicas dos deuses, passando pelos heróis chegando até os nobres da época para legitimar sua posição e ainda encorajar as pessoas a elevá-la voluntariamente - porém tudo baseado no engano, no fazer os otários de otários, aprisionando suas mentes para dominar seus corpos. É claro que os mitos e poesias sempre se valiam de marcos históricos reais para se validarem, mas dando sempre uma "pitada mágica" que era a parte que beneficiaria os que pagavam os poetas criadores do mito.

    Voltar ao topo

    A ORIGENS DOS MITOS PÓS-RELIGIÕES ORIGINÁRIAS E SUAS FINALIDADES

    As religiões originárias (crenças comuns espontâneas usadas como explicação para as coisas que não eram compreendias) eram uma tentativa de conhecer o mundo, a única disponível do no momento, por meio da imaginação. Porém com o passar de muito tempo essas religiões originárias e tribais foram gradativamente dando margem a pessoas que começaram perceber como era possível ir tirando vantagem das crenças dos outros, dando assim início ao surgimento de religiões oficiais ainda em nível embrionário que surgem na medida que surgem a figura do sacerdote - que por ser considerado a ponte de ligação entre os deuses e os homens da aldeia era também então o govenante). E já em sua forma final, não mais como religão originária mas como fundada naquilo que os líderes religiosos dizem ser a verdade (ao contrário do que a comunidade toda tinha como crença) ela toma a forma de dominação mental, para que as pessoas se submetessem ao poderio de outras pessoas sem resistência ou guerra. Por isso a religião sempre é tão querida pelos Estados e recebe tantas regalias e privilégios dele. Então criou-se os mitos sagrados religiosos tendo-se esse objetivo, em alguns casos eles posteriormente se transformaram em "livros sagrados".

    Estamos do ponto de vista de uma metanarrativa que vê o 'mithós" bíblico e o 'mithós' do Alcorão dos muçulmanos, o Bagavadguitá dos hinduístas entre outros como embustes que foram estrategicamente construídos (ou, se foram construídos pelo medo, insegurança humana e demais coisas do tipo pelo menos foram estrategicamente utilizados já depois de construídos) com finalidades específicas bélico-conquistadoras no caso dos dois primeiros e com o objetivo político de manutenção de status quo no caso do livro sagrado indiano.

    Caso seja mais pelo medo e insegurança humana por aqueles que ainda não dispunham das mesmos recursos racionais que temos hoje para com eles compreender a realidade, a filosofia e ciência, então, de qualquer forma posso dizer que acredito que a religião já cumpriu seu papel no período mitológico (servir de bengala para a vida na falta da razão e da ciência) mas hoje tal mecanismo já está superado pela presença destes recursos que se fazem presentes e que podem substituí-la sem que ela venha a fazer falta.

    Os babilônios acreditavam que o destino de cada pessoa era determinado pela posicionamento dos astros e que conforme estes posicionamentos dos astros mudavam traziam novas determinações/determinismos à vidas das pessoas - o que levava-as a crer que tudo o que ocorria em suas vidas eram fatalidades inevitáveis determinadas pelos astros (ou melhor pelas posições destes). Por isso os governantes da época tentavam se antecipar das fatalidades que viriam a acontecer na história e tinham astrólogos particulares para isto (tentando se valer de uma crença para se dar bem politicamente). Inclusive a famosa e complexíssima "máquina de antiquitera" foi feita com esse objetivo (de prever o futuro, que seria determinado pelos astros, examinando as rotas deles e fazendo-os se movimentar em suas rotas futuras artificialmente como que numa maquete que mais parecia com um relógio).

    Desde os períodos mais antigos da Grécia que se tem notícia já haviam "mithós" de deuses e de homens que eram descendentes dos deuses sendo portanto especiais, sendo melhores ("aristói"). Isso bastava-lhes para que fossem respeitados, honrados e privilegiados. Mas e as provas da descendência? Ninguém tinha. Tinha-se apenas os "mithós" e acreditava-se nos "mithós". E portanto o simples fato de existir um mito que de certo modo dava indicações de que uma determinada família tinha descendência de deuses fazia grande diferença. Mas como ainda faltaria séculos para para que surgissem novas análises sobre o tema que tornassem possível as pessoas perceberem que talvez a ordem de causalidade dos fatos que eles interpretavam estava invertida, de tal modo que não podiam ver que "não era porque alguns são melhores, por terem descendência de deuses, que eles eram ricos, abastados e melhores; mas sim por serem ricos e terem tudo do bom e do melhor (melhor alimentação, melhores mestres, mais tempo livre para se exercitar e treinar suas habilidades) que se tornavam melhores e podiam bancar festas e tudo o mais que quisessem, e sendo assim, no contraste da vida que levava um destes em comparação com um homem comum de uma família comum aqueles se assemelhavam a deuses (seres poderosos) perto do restante dos homens comuns (que não tinham os vários tipos de poderes que a riqueza pode dar a quem a possui)".

    As religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo) são frutos de "mithós", que ao que tudo indica, foram inventados para legitimar ideologicamente a violenta tomada de território e riquezas de outros povos assassinando-os barbaramente, bem como para justificar após isso todas essas ações como algo que foi feito para cumprir a vontade de Deus e assim também legitimar o status quo. Ou seja, os "mithós" religiosos foram construídos estrategicamente para legitimar religiosamente as guerras e conquistas de territórios de outros povos, isto é, foram contruídos com uma finalidade estritamente político-bélico-conquistador visando a construção de impérios que dariam todo o poder a um seleto grupo de pessoas quando não um só homem.

    Mas porque todos defendem tal projeto? Porque acreditam no mito (e assim mordem a isca). Afinal nada mais poderoso para persuadir alguém a fazer algo do que quando se diz que "é Deus que assim quer que seja feito". Para citar um exemplo, os judeus na antiguidade sendo um povo pequeno e fraco diante dos demais inventou estórias que os favoreciam a amedrontavam outros povos e encorajava a si mesmo, além do fato de tais "mithós" justificavam suas consciências pelos atos que eles cometiam com outros grupos menores, além de incentivá-los a fazer tais coisas, até que cresceram e se fortaleceram politicamente por tais meios. É tal mecanismo ideológico que faz com que, por exemplo, os EUA se julgam "o(s do) bem" contra todo e qualquer inimigo deles que eles denominam "o(s do) mal".

    Voltar ao topo

    UM POUCO MAIS SOBRE A RELAÇÃO ENTRE RELIGIÃO E POLÍTICA (OU SOBRE RELIGIÃO E ESTADO)

    A crença em deuses é algo muito comum nas eras primitivas pois, não havendo explicações para algo, a única forma era tentar inventar uma que parecesse dar conta do recado, logo então seres sobrenaturais eram alegados como a explicação para os extraordinários e incompreendidos fenômenos da natureza. Fazer isso era a reação normal do ser humano ante os fenômenos da natureza que lhe sobrepujavam em poder ao mesmo tempo tinham seu funcionamento totalmente desconhecido por ele. Sobre isso tem um pequeno vídeo interessante que você pode ver aqui. Mas, com o passar do tempo houve quem percebeu que ajeitando um pouco a crença geral dos membros da comunidade ao anunciar algo um pouco diferente do que eles já criam, a nova crença grupal lhe poderia trazer grandes benefícios pessoais, disso tem início os mitos de teogonias, que mais tarde se tornaria em teologias, mas um fator importante é que sempre estiveram companhadas de supostas "raças ou povos eleitos" (e sempre é o seu prório e mesmo que supostamente não fosse se dá um jeito de fazer ser - como no caso dos romanos e o cristianismo) e com deus(es) falando ou mandando recado para um homem ou um grupo seleto de homens aos quais ele(s) daria(m) alguns privilégios em relação aos outros. E geração após geração estes mitos foram se aperfeiçoando cada vez mais, conforme aos poucos form surgindo perguntas e questionamentos em relação a eles.

    "(...) como disse Nietzsche "Ter fé é não querer conhecer a verdade" , ou seja, não querer raciocinar porque para isso é necessário lógica, e a lógica é fria, não existe para consolar ninguém e sim para fazer a humanidade avançar e criar soluções que nos livrem do sofrimento, justamente o que os manipuladores condenam, já que segundo eles a criação é ato divino, não podendo o ser humano se atrever a almejar a divindade, "querer tomar o lugar de deus", ou seja, o lugar deles, dos donos do poder que se auto-proclamam representantes dos Deuses, únicos, incontestáveis e referendados pelos livros sagrados que eles mesmo escreveram." - Marício Celso de Souza.

    É claro que é possível valer-se de vários recursos exegéticos e malabarismos hermenêuticos para tentar por tudo no lugar "salvando o 'mithós' bíblico". E por outro lado, é claro que não fizemos isso aqui pois não temos a intenção de salvar o 'mithós", uma vez que estamos é questionando-o, pondo-o em xeque como um todo.

    Não estamos do ponto de vista de alguém que tem a narrativa e pretende "salvá-la das críticas, justifica-la, tentando ajeitar tudo de um modo que a faça parecer razoável ou aceitável, mas sim do ponto de vista de alguém que percebendo uma estrutura de poder a que as religiões são capazes de construir, levanta um questionamento sobre se a verdadeira finalidade das religiões não era exatamente enriquecer e dar imenso poder e controle aos que escreveram os livros religiosos - uma forma de dar a eles a dominação do modo mais sutil possível e aparentando ter as mais nobres causas e intenções. Afinal, um engano declarado não lograria êxito, então tinha que ser sutil, aparentando as mais nobres causas e as melhores intenções como foi outrora e ainda é.

    Alguns dizem... "A fé, por si só, não é um instrumento alienante que implica na manipulação inevitável por outrem"

    Porém é exataemente este o ponto com o qual não podemos concordar. Vejamos: porque Deus iria querer que pessoas as quais supostamente ele mesmo (segundo a narrativa bíblica) dotou de razão tivessem fé? Lembrando que ter fé significa crer em algo que não tem provas, evidências a seu favor e por isso mesmo se chama "fé" (ou "crença") e não "conhecimento", pois para ser conhecimento precisa de ser afirmações com justificação/demonstração racional, ou provas científicas.

    A fé é uma forma de ingenuidade é "crer de graça", sem provas, sem garantias, é uma aposta pessoal (baseada em um "achismo" subjetivo - digo subjetivo pois não sendo algo racional, ou seja, algo que se poderia provar como verdadeiro a qualquer um assim como é possível provar que 2+2 = 4 configura-se como algo que só é compartilhável com quem já está com a tendência a crer. E como isso já vinha de dentro do sujeito o que vem de fora só foi aceito por confirmar a inclinação interior - por isso "subjetivo").

    Mas a questão é: porque Deus daria à ingenuidade, o crer de graça, a crença, a fé um status de santidade?

    Que bondade há na ignorância ou na ingenuidade?

    Se eu conheço um tipo de gente que queira/goste e precise que exista gente ignorante e ingênua estes são os espertalhões do meio religioso e político que querem "receber algo agora (ofertas, eleição) prometendo algo de bom acontecerá com a pessoa depois (rua asfaltada, céu etc)". E eu não estranharia em nada que essa exigência de fé viesse desse tipo de gente (por isso acredito que estes fizeram os livros religiosos para se auto-privilegiar), mas eu estranharia totalmente que uma exigência de crença viesse de Deus, visto que se ele de fato existe ele não precisa disse tipo de recurso (pois ele poderia muito bem se fazer crer por meio do conhecimento ao invés da fé), embora aqueles espertalhões de plantão que citei precisem da fé ou da credulidade dos incautos para prosperar em seus desígnios.

    Voltar ao topo

    ANALISANDO UM POUCO MAIS DE PERTO PORQUE O IMPÉRIO ROMANO CRIOU O CRISTIANISMO

    O império romano estava dividido pela diversidade cultural de seu povo visto que a população havia crescido bastante pelas várias vitórias das legiões romanas contra várias inimigos (que eram qualquer um que não fosse grego nem romano, chamados por eles de "bárbaros"). E eles vencidos muitos se tornaram escravos do império romano, e algumas das mulheres eram tomadas para si pelos homens guerreiros, mas as crenças destes sobreviventes dos inimigos vencidos acabavam contaminando, as vezes se proliferando e causando divisões... o que é péssimo para um império que por definição precisa ser unificado... haviam pessoas de várias partes com as mais variadas crenças.

    A solução foi por os sacerdotes a pensar uma solução para o caso, de onde surgiu a ideia de unificar todos os atributos de todas as divindade das várias religiões num Deus só pois assim todos se veriam contemplados com seu Deus nele, ainda por cima esse seria maior ainda que o próprio Deus que a pessoa servia antes e passaria a ser obrigatória a crença nesse e proibida a crença em qualquer outro Deus e qualquer outra religião passando assim a ser a religião oficial do império romano (daí vem igreja católica [católica = universal, que unificou todas as crenças de todos os deuses na criação de um único] apostólica [denotava que embora a serviço do império os sacerdotes teriam independência e eles mesmos receberiam a grana doada pelos fiéis] e romana pois era a religião feita sob encomenda e que passava a ser a oficial de Roma).

    Juntou-se os vários textos dos vários cristos tanto da judeia quanto de outros lugares (e todos os de arquétipo similar: Mytra, Hórus, Apolônio de Tiana, Sócrates, Sidarta Gautama e muitos outros), foram revistos, estabeleceu-se as metas da história, selecionou-se um roteiro, compilou-se uma história baseado nos livros disponíveis, alguns que saiam um pouco fora do roteiro por eles desejados declararam "apócrifos" (que deviam ser suprimidos, ocultados). O imperador queria a história mais esplendorosa, fascinante envolvente/cativante possível. Por isso a estória de um deus que por paixão morre para salvar o homem. Vale lembrar que para nós pode parecer que seria algo muito elaborado para o pessoal da época conseguir fazer isso... mas se for bem observado, os antigos eram capazes de criar mitos maravilhosos e até de produzir conhecimento que custa ser superado nos dias de hoje em brilho (os gregos e egípcios e babilônicos e sumérios são exemplo disso).

    É compreensível também porque em momento algum se vê uma palavra se quer contra a escravidão terrena e porque a salvação ou libertação era só no mundo espiritual, porque o "dai a César o que é de César" da estória, porque o "perdoai os que vos maltratam", "sede obedientes" e demais coisas do tipo.

    Os judeus já haviam feito isso antes. Roma apenas copiou a estratégia dos judeus da criação de um monoteísmo a partir de vários deuses para unificar o reinado dos israelitas e fez o mesmo em seu império. Depois os árabes sacaram a ideia e não deixaram barato, fizeram o seu livro que os colocava no topo também.


    Caso você deseje aprofundar um pouquinho mais sobre isso, podes começar por aqui.

    Voltar ao topo

    FIQUE AGORA COM UMA PLAYLIST ALTAMENTE INFORMATIVA SOBRE O ESTADO






    Voltar ao topo







    Curta páginas libertárias no facebook

    | Foda-se o Estado |
    | Folha do Ancapistão |
    | Instituto Rothbard |
    | Página Libertarianismo |
    | Grupo no Facebook Para Tirar Dúvidas 1 - Libertarianismo |
    | Grupo no Facebook Para Tirar Dúvidas 2 - Libertários BR |
    | Instituto Daniel Fraga |
    | Entendendo Política, Economia e Direito |

    -----------------

    Principais páginas para se manter informado sobre coisas que a mídia esconde:

    FaceNews
    Embaixada da Resistência
    Tradutores de Direita
    Caneta Desesquerdizadora
    Ecoando a Voz dos Mártires
    Observatório da Mídia Palestina
    Caneta Desfeminizadora
    Caneta Desesquerdizadora
    Caneta Desislamizadora


    Principais canais no youtube BR

    | Alexandre Porto |
    | Stone Garou |
    | Foda-se o Estado - Youtubee |
    | Instituto Rothbard |
    | Portal Libertarianismo |
    | Anti-Estado |
    | Entendendo Política |
    | Paulo Kogos |
    | Anarquista de Mercado |
    | Mr. Libertário |


    Algumas canais importantes para se manter informado sobre coisas que a mídia esconde:

    Muito Bom 1
    Muito Bom 2
    Muito Bom 3
    Muito Bom 4
    Muito Bom 5
    Muito Bom 5
    Fuja da Mentira
    Embaixada da Resistência
    Tradutores de Direita
    Blog de Links
    Entendendo Política
    Agloqueflugesola


    Livros bons para começar a entender o libertarianismo

    (Opcionalmente, se você prefer audio-books, pode começar por aqui.)

    | O Príncipe |
    | A Lei - Frédéric Bastiat |
    | A Anatomia do Estado |
    | O Manifesto Libertário |
    | A Ética da Liberdade |
    | A Ciência Econômica e o Método Austríaco |
    | A História Austríaca |

    Sites
    | Instituto Rothbard |
    | Instituto Mises Brasil |
    | Foda-se o Estado! |
    | A Fraude Do Sistema Monetário |
    | Curso de Filosofia Política |
    | Verdades Sobre A Democracia |
    | A Teoria da Escolha Pública |

    Voltar ao topo

    Página Inicial